Somente a leitura nada transforma. Obre, ouse, exponha-se, comprometa-se e caminhe com empatia. . . . . . . . . . . . Transformando o Ser ==> www.transformandooser.blogspot.com

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Não somos imunes à fome e nem ao abandono social

Não somos imunes à fome e nem ao abandono social. Não há sentimento de humanidade, autoestima, ou dignidade humana que resistam as amarguras, as intempéries, e as desilusões humanas de sentir-se um quase nada, de se sentir sobra, ou de se sentir rejeição humana.

Não somos imunes à fome, pois que a fome corrói fortemente o respeito pela sociedade, e esta corrosão é agravada mais ainda quando a fome é claramente percebida como sendo o resultado de total abandono desta mesma sociedade.

sábado, 15 de novembro de 2014

Cada nova criança


Cada nova criança que nasce, aumenta nossa responsabilidade pelo que deixamos de legado, ou de exemplos.

Cada nova criança que nasce, aumenta nossa responsabilidade pelo que não fazemos pelo futuro da cada uma destas novas crianças que nascem.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

AMO

Não amo, necessariamente, porque seja o amor unicamente humano, não tenho sinceramente subsídios para garantir abertamente esta resposta, mais ainda, em verdade creio mesmo que o amor seja animal, apenas em intensidade e complexidade menor, mas creio que amo, se é que amo, com alguma boa certeza, porque é humano amar, mas é também humano odiar, então amo porque é humano amar e porque escolhi tentar construí-lo em meu viver. Talvez não ame o suficiente, com certeza não amo o suficiente, ou o tudo que possa e deva, porque no fundo sou um fraco. Se tivesse aprendido o mínimo sobre o amor, deveria entender que ele ocorre em primeira pessoa, mas nunca para a primeira pessoa. O Amor é realizado no eu, mas sempre e obrigatoriamente para o tu, para o ele, para o nós, e para o eles. Quem ama somente por si ou pelos seus, não tem a mínima realização do verdadeiro amor.

domingo, 9 de novembro de 2014

Onde


Onde a nossa desumanidade não mais nos sufoca ou nos envergonha, sobra a miséria sufocando muitos, o medo sufocando outros, e a vaidade destruindo ainda mais o pouco do humano que nos restou, nos levando as raias do total descompromisso social, do descaso humano, e da irresponsabilidade pessoal.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Ninguém precisa me ouvir

Ninguém precisa me ouvir. Ninguém precisa me seguir. Ninguém precisa me ler. Não sou exemplo direto, ou indireto para ninguém. Tento apenas ser um ousado aprendiz, revoltado pelo que não fiz, pelo que não faço, e pelo que não consigo transformar, horas rebelde, horas ousado, mas a maior parte do tempo um infeliz omisso, mais um caso de descaso entre todos os casos que se omitem. Tento ser um leitor contumaz da realidade que me cerca, mas não por isto sou diferente, nem melhor e nem pior, sou assim um qualquer, não mais que qualquer um, mas diferente exatamente pela simetria não regular do quanto busco ser, sendo muitas vezes muito menos do que deveria, sem deixar de em outras inúmeras vezes me omitir, quando a revolta deveria, ela mesmo, me provocar e me transformar em mais um elo de alavancagem da tão necessária transformação, transformação esta que deve primeiro passar por mim, para que possa pelo menos incomodar aos que se encontram em seu estado de conforto, pelo que a sociedade lhes serve de sustentáculo, e de letargia pela falta de vontade de transformar.

sábado, 1 de novembro de 2014

AMIZADE

Um amigo que não critica, que não se expõe, e que não nos mostra nossos erros, pode ser tudo, mas não é digno de ser chamado amigo.

Se eu quero um amigo para aceitar abertamente e submisso tudo que penso e faço, eu não preciso de um amigo, talvez de um animal de estimação, ou um mero acompanhante sem maiores responsabilidades com a vida, o viver e a amizade.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

A razão e o Amor, ou é o amor racional

A razão, não pode ser ela, a causa para qualquer desumanidade ou maldade. Por mais que a falaciosa interpretação de que o coração seja mais humano que a razão, é exatamente a razão e a racionalidade quem pode exercer o papel de mediador consciente de nosso existir.

Agir, pensar ou realizar descolado da razão, é um passo para o fanatismo e para a adoração. Mesmo o amor sem racionalidade pode ser tudo, pode até ser paixão, mas jamais será verdadeiramente amor. Quem ama o que criticamente desconhece ou quem ama sem uma racionalidade está a um passo da obstinação e da posse, do fanatismo ou do fundamentalismo.