Não amo, necessariamente, porque seja o amor unicamente humano, não tenho sinceramente subsídios para garantir abertamente esta resposta, mais ainda, em verdade creio mesmo que o amor seja animal, apenas em intensidade e complexidade menor, mas creio que amo, se é que amo, com alguma boa certeza, porque é humano amar, mas é também humano odiar, então amo porque é humano amar e porque escolhi tentar construí-lo em meu viver. Talvez não ame o suficiente, com certeza não amo o suficiente, ou o tudo que possa e deva, porque no fundo sou um fraco. Se tivesse aprendido o mínimo sobre o amor, deveria entender que ele ocorre em primeira pessoa, mas nunca para a primeira pessoa. O Amor é realizado no eu, mas sempre e obrigatoriamente para o tu, para o ele, para o nós, e para o eles. Quem ama somente por si ou pelos seus, não tem a mínima realização do verdadeiro amor.
Somente a leitura nada transforma. Obre, ouse, exponha-se, comprometa-se e caminhe com empatia. . . . . . . . . . . . Transformando o Ser ==> www.transformandooser.blogspot.com
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
domingo, 9 de novembro de 2014
Onde
Onde a nossa desumanidade não mais nos sufoca ou nos envergonha, sobra a miséria sufocando muitos, o medo sufocando outros, e a vaidade destruindo ainda mais o pouco do humano que nos restou, nos levando as raias do total descompromisso social, do descaso humano, e da irresponsabilidade pessoal.
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Ninguém precisa me ouvir
Ninguém precisa me ouvir. Ninguém precisa me seguir. Ninguém
precisa me ler. Não sou exemplo direto, ou indireto para ninguém. Tento apenas ser
um ousado aprendiz, revoltado pelo que não fiz, pelo que não faço, e pelo que não
consigo transformar, horas rebelde, horas ousado, mas a maior parte do tempo um
infeliz omisso, mais um caso de descaso entre todos os casos que se omitem. Tento
ser um leitor contumaz da realidade que me cerca, mas não por isto sou
diferente, nem melhor e nem pior, sou assim um qualquer, não mais que qualquer
um, mas diferente exatamente pela simetria não regular do quanto busco ser,
sendo muitas vezes muito menos do que deveria, sem deixar de em outras inúmeras
vezes me omitir, quando a revolta deveria, ela mesmo, me provocar e me
transformar em mais um elo de alavancagem da tão necessária transformação,
transformação esta que deve primeiro passar por mim, para que possa pelo menos
incomodar aos que se encontram em seu estado de conforto, pelo que a sociedade
lhes serve de sustentáculo, e de letargia pela falta de vontade de transformar.
sábado, 1 de novembro de 2014
AMIZADE
Um amigo que não critica, que não se expõe, e que não nos mostra nossos erros, pode ser tudo, mas não é digno de ser chamado amigo.
Se eu quero um amigo para aceitar abertamente e submisso tudo que penso e faço, eu não preciso de um amigo, talvez de um animal de estimação, ou um mero acompanhante sem maiores responsabilidades com a vida, o viver e a amizade.
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
A razão e o Amor, ou é o amor racional
A razão, não pode ser ela, a causa para qualquer desumanidade ou maldade. Por mais que a falaciosa interpretação de que o coração seja mais humano que a razão, é exatamente a razão e a racionalidade quem pode exercer o papel de mediador consciente de nosso existir.
Agir, pensar ou realizar descolado da razão, é um passo para o fanatismo e para a adoração. Mesmo o amor sem racionalidade pode ser tudo, pode até ser paixão, mas jamais será verdadeiramente amor. Quem ama o que criticamente desconhece ou quem ama sem uma racionalidade está a um passo da obstinação e da posse, do fanatismo ou do fundamentalismo.
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Posso não me achar culpado
Posso não me achar culpado pela exclusão social que aqui está, posso até me achar protegido contra esta exclusão, mas a realidade é caótica e posso amanhã ser um deles, posso amanhã ser a ira de um deles, e neste momento mais nada poderei fazer por eles.
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Transformação
Somos um pouco hipócritas se achamos que podemos mudar realmente o mundo, sem mudarmos a nós mesmos, ou que possamos ajudar nesta transformação sem nos expormos ou nos comprometermos de corpo e mente com nossa doação e nossa real luta. Sem um compromisso pleno poderemos até conseguir algumas mudanças, mas serão todas temporárias ou meramente superficiais, daquelas que não chegam a levar a lugar algum novo. Estaremos apenas trocando de mãos o poder, e com o tempo, porque somos os mesmos, tudo volta ao que antes era. Não desejamos ficar trocando de mão o poder, e no geral nem desejamos o poder em si mesmo, o que queremos é uma transformação social, onde todos possam realmente ter responsabilidades uns sobre os outros, direitos comuns, e liberdades desde que estas não impactem socialmente a ninguém, ou coletivamente a própria liberdade de todos.
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