Um mundo onde as regras sociais, políticas e econômicas parecem estar todas pré-estabelecidas para perpetuação da mesmice, para a continuidade do que já aqui está, para a sustentação do estado político, econômico e (in)social atual, onde desejar ser diferente fere os escrúpulos da maioria, onde levantar a voz contra o estabelecido é ser logo tachado de anarquista ou irresponsável, onde a maioria se curva por interesses diversos, por medos insanos, por inação desumana ou por falta total de respeito pelo semelhante, por falta também de sensibilidade pelo outro e de empatia pelo que acontece aos menos favorecidos, um mundo onde o egoísmo, a falsidade disfarçada em aparente respeito humano, onde a estupides humana nos faz crer que nada podemos fazer, e assim, que é justo aproveitar o que conseguimos, sem a necessidade de nos preocuparmos necessariamente com os excluídos, é um mundo malévolo, desumano, irresponsável em seu comportamento, mas este é o mundo que ajudamos a manter, e é o mundo que oferecemos para nossos filhos.
Somente a leitura nada transforma. Obre, ouse, exponha-se, comprometa-se e caminhe com empatia. . . . . . . . . . . . Transformando o Ser ==> www.transformandooser.blogspot.com
sexta-feira, 4 de abril de 2014
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Grito dos excluídos, é preciso
É preciso gritar sim pelos excluídos, mas somente gritar não basta, é preciso agir, é preciso transformar, a começar por nós mesmos, é preciso ousar e se por como objeto de transformação, como peça e engrenagem nesta transformação.
segunda-feira, 31 de março de 2014
A voz da loucura
A voz da loucura bate diariamente a minha porta que ousa nunca se fechar. Sons dispersos buscam me fazer roer parte do que sou, pela vitória dos que não conseguem ser. Rolo ladeira acima, empurrado pelos ventos do desespero, aqueles mesmos ventos que me envergonham por ser eu da mesma espécie daqueles que sopram ferozmente segregação sem nenhuma fonte de vergonha, daqueles que trovejam exclusão, daqueles que em nome do santo poder e da gloriosa riqueza se cobrem de glamorosa vaidade que mais os fazem exemplos do que não poderia um humano ser.
Quase nada têm a dizer
Muitos, quase nada têm a dizer, porque quase nada fazem, quase nada pensam por si mesmos, quase nada criam e quase nada transformam, quase tudo repetem ou aceitam, e finalmente quase nada têm a falar, porque quase nada ousam e quase sempre se omitem.
sexta-feira, 28 de março de 2014
Com medo do mundo
Com medo do mundo, tenho medo de mim mesmo. Com medo do mundo tenho medo de toda e qualquer transformação. De pé, como que esperando uma revanche, que nunca chega, e que não é por aí, que nunca vai chegar, pois que a transformação se faz por atitudes e não por espera, se faz por amor a uma causa e não necessariamente por ódio a coisa alguma. Com medo do mundo esperava a transformação que não tinha coragem de ousar, e reclamava a falta de revolta nos outros que tinha medo de sentir, fazer ou demonstrar.
quarta-feira, 26 de março de 2014
Escrevo por desassossego
"[Não escrevo] por amor, mas por desassossego. Escrevo porque não gosto do mundo em que vivo."
Saramago ao ”El Día”, Tenerife, 15 de janeiro de 2003.
Praticamente não conheço Saramago, a menos de seus livros e do prêmio Nobel que ganhou, mas aqui e acolá vou esbarrando com alguns pensamentos dele, e sem venerar a pessoa dele, e de ninguém, posto que humano deve ser cheio de falhas, ele vai lentamente se tornando, para mim, mais um daqueles que entram para o rol dos paradigmas humanos que entendo valer a pena conhecer.
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