Somente a leitura nada transforma. Obre, ouse, exponha-se, comprometa-se e caminhe com empatia. . . . . . . . . . . . Transformando o Ser ==> www.transformandooser.blogspot.com

segunda-feira, 23 de março de 2015

SER

Há de chegar o tempo em que para ser não bastará mais somente parecer. A verossimilhança é tão falsa quanto a diferença mentirosa. Ser é assumir-se de corpo e mente, muito mais de mente do que de corpo. Ser é ousar se entregar a si mesmo pelo que se é em essência, não abrindo mão de poder ser diferente a cada novo momento em que novas evidências assim o nos mostrem novas ênfases, realces, estados, ou principalmente novas engrenagens submersas, que muitas vezes a mera superficialidade do fenômeno não nos permite inferir. Ser é perceber-se em si mesmo sem abdicar da necessidade de se perceber também nos outros, como os outros e pelos outros. Ser é se expor como nós mesmos, sendo sempre múltiplos conosco mesmos e múltiplos com toda a sociedade. Ser é saber ser não somente o eu, mas também o tu, o ele, e fazer da existência um eterno louvor a todos nós. Ser é experimentar, é buscar, é caminhar, é crescer, é aprender, é caminhar na frente, é ser desbravador de caminhos, mentes e almas humanas, é não se omitir ou se esconder. Ser é enfim assumir-se individual, em ousadia, labor e atitude, mas realizando sempre o ente verdadeiramente social que nos deve distinguir e dignificar.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Mantenha-se em movimento

Mantenha-se em movimento, como uma criança, adorável como qualquer criança, solta, livre, sincera, envolta apenas no tempo presente, na busca pela felicidade, que se completa no amor coletivo.

Mantenha-se em movimento, como uma criança que é por inteiro, que se lança de corpo e alma sendo, que não vê preconceitos, que os adultos acabarão por incutir nas cabeças ingênuas, mas sinceras, destas crianças.

Mantenha-se em movimento, e aproveite para dançar em louvor à alegria do viver, e para chorar à desumanidade que cada vez mais nos faz rascunhos mal traçados de humanos.

quinta-feira, 12 de março de 2015

terça-feira, 3 de março de 2015

É um absurdo

É um absurdo, não imaginar como absurdo, o absurdo de que podemos não ser responsáveis pelo que aqui está, por acreditarmos no absurdo de que a sociedade não é representação do que somos nós individual e coletivamente. Seria um absurdo não perceber que a sociedade é mais do que cada um de nós individualmente, mas entendo, ser mais absurdo ainda, crer que a sociedade não seja reflexo, e resultado, do nosso ser coletivo e social, de nosso comportamento e atuação como seres responsáveis que deveríamos ser, desta forma, somos individualmente corresponsáveis pelo que aqui está, pois que coletivamente nos abstemos de atuar nesta transformação, e individualmente nos omitimos de ousar ser um agente de transformação.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Humanidade

Meus olhos se calam frente ao silêncio do brilho de sua voz, e do esgotamento real de seu especial viver. Meu corpo se esvai de meu ser, simplesmente porque em alguma janela do tempo você se perdeu em nebulosa presença espaço-temporal. Volta inteira, volta em presença de espírito e em lúcida realização de si mesma, ilusão a minha, implorar sua volta, se sua presença depende de nós, seu retorno nunca se fará de fora para dentro, e sim de dentro para fora (individualmente) e de dentro para dentro (coletivamente).

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Representações

Agora e sempre um retrato paisagem do mundo, mesmo que pintado a ouro, ou feito por mãos geniais que sejam, não tornam mais humana nenhuma sociedade, nem mais social nenhuma realização humana. Uma violeta de sangue ou uma estrela agonizante também não são símbolos de nossa (des)humanidade. Pinturas, textos, ou descrições orais podem apenas e tão somente representar, podem maquiar, ou podem servir de desvio da realidade, mas nunca serão em si mesmas nada que se aproxime da verdadeira realidade do viver e do existir, onde apenas a realização deste viver pode realmente exprimir o real.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Incomoda-me


Incomoda-me imaginar que ainda existem pessoas que acreditam, até mesmo ingenuamente, que este sistema garante alguma forma digna de que todos possam chegar a ter alguma igualdade social e econômica, ou mesmo que ainda creiam que oportunidades iguais seja justo, apesar da total desigualdade social, política e econômica que nos é comum.