Somente a leitura nada transforma. Obre, ouse, exponha-se, comprometa-se e caminhe com empatia. . . . . . . . . . . . Transformando o Ser ==> www.transformandooser.blogspot.com

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Transformação

Somos um pouco hipócritas se achamos que podemos mudar realmente o mundo, sem mudarmos a nós mesmos, ou que possamos ajudar nesta transformação sem nos expormos ou nos comprometermos de corpo e mente com nossa doação e nossa real luta. Sem um compromisso pleno poderemos até conseguir algumas mudanças, mas serão todas temporárias ou meramente superficiais, daquelas que não chegam a levar a lugar algum novo. Estaremos apenas trocando de mãos o poder, e com o tempo, porque somos os mesmos, tudo volta ao que antes era. Não desejamos ficar trocando de mão o poder, e no geral nem desejamos o poder em si mesmo, o que queremos é uma transformação social, onde todos possam realmente ter responsabilidades uns sobre os outros, direitos comuns, e liberdades desde que estas não impactem socialmente a ninguém, ou coletivamente a própria liberdade de todos.

domingo, 21 de setembro de 2014

Uma pedra desperdiçada não constrói um castelo

Uma pedra desperdiçada não constrói um castelo!!!???

Eu li “Uma pedra desperdiçada não constrói um castelo”, sem provocação, ousaria acrescentar que uma pedra guardada também não é garantia da construção de nenhum castelo. O mundo e o viver são caóticos, “tudo muda o tempo todo no mundo”. Eventos externos podem a qualquer momento mudar tudo. Como por exemplo, em figura de imagem, um terremoto pode espalhar todas as pedras, um deslizamento pode por a perder todas aquelas pedras guardadas, uma tempestade ou uma tsunami pode varrer todas as pedras guardadas, alguém pode rouba-las, alguém pode utilizá-las para matar outro ser humano por apedrejamento,  ou o colecionador pode simplesmente morrer e não fazer uso algum de cada pedra guardada. Ao invés de guardá-las na esperança de construir o castelo, devemos fazer bom uso de todas as pedras no momento presente, ou pelo menos iniciar logo a construção de um cômodo que possa usar para prover de morada a uma simples família, uma criança ou para mim mesmo. Somente vivemos o presente, e o futuro pode nunca chegar, ou chegar de forma muito diferente daquela que imaginávamos. Guardar para que?

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Sempre que me furto de pensar


Sempre que me furto de pensar
Outros por mim pensam
Por mim decidem
Por mim, “me” guiam.

Sempre que me furto de pensar
Ando a reboque de outros.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

No hipócrita romântico e no impostor teatral

Adoraria crer que fosse verdade que:

Na profundeza insana de nosso ser
Batesse latente, talvez adormecido
Um desejo sincero de amar e ser amado

Na grandeza de nossa humanidade
Batesse latente, talvez adormecido
Um desejo sincero de transformar e de ser transformado

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Educar e amar

Educar e amar são necessários para o preparo de nossas crianças e juventude. Mas até mesmo para educar e amar plenamente é necessário uma estrutura social, política e econômica que propicie dignidade humana a todos, e não apenas a um subconjunto de toda a população. Ninguém nasce odiando ninguém (a menos de possíveis casos de desvio mental), ou com preconceitos, ouso dizer que o ódio e o preconceito decorrem de um aprendizado cultural, nós acabamos ensinando as crianças os preconceitos e o sentimento de ódio, desrespeito e rancor. Se ao longo do tempo, fomos capazes de ensinar ódio, rancor e preconceitos, tenho a certeza que com coragem e vontade podemos ensinar o respeito e a compreensão, o compromisso e o comprometimento, o altruísmo e a doação. Ninguém nasce odiando outros povos, outros grupos, outra “raça”, outra etnia, ou outras opções de viver, de crenças e de não crenças, aos poucos isto é ensinado as crianças, por catequese cultural, mesmo que não intencionalmente em alguns casos, pelos pais, pelas escolas, e pela sociedade, pois que rancor às diferenças não nasce formado. É bem verdade que geneticamente temos uma tendência a preferir os nossos, pois ao longo dos milhões de anos de evolução, tivemos que defender, e dependemos dos nossos para sobreviver, e se hoje aqui estamos é porque os nossos ancestrais tiveram que defender seus grupos, mas se esta preferência fosse motivo e justificativa principal para odiar os outros, retirando-se nossa família e os amigos mais íntimos, teríamos que odiar a todos os outros, e todos sabemos que não é isto o que acontece. A cultura, a educação, a sociedade, e o sistema, foram catequisando que aqueles que compõem o grupo dos nossos é uma coleção mais ampla de seres, o grupo que interessava, o grupo dos mesmos interesses, como: a mesma religião, a mesma nacionalidade, a mesma cor, a mesma classe ou situação social, e etc. etc. etc... Então pode estar ai a nossa solução, educar, não mais catequisar, que os nossos inclui, para todo o sempre, todo mundo, todos os humanos, todos os da mesma espécie, independente de crenças, credo, cor, raça, gênero, cultura, posição social, time de futebol, opções sexuais, nacionalidade, e etc., ainda mais, que os nossos deve incluir por adesão natural os seres vivos em geral e a própria natureza como um todo, pois que todos somos irmãos em espécie com todos os humanos, primos em espécie com todos os seres vivos, pois que em algum nível temos ancestralidade comum, e todos somos dependentes da natureza.

sábado, 30 de agosto de 2014

O AMOR

O amor não bate na porta para entrar, o amor, quando existe, quando construído, clama em nosso ser para sair, para ganhar a realidade do mundo, para estruturar forma, meio e veículo na construção contínua que dele fazemos. O amor não é ensinado nem aprendido, o amor é construído, e nasce dos muitos que somos para os muitos do mundo para quem o devemos dirigir, sem preconceitos, ou falsos valores, o bom seria sem valor algum, ou apenas com o valor do próprio e único do próprio amor, entretanto entendo ser impossível viver sem valores. O amor é por si só o valor dele mesmo e de tudo o que com e por ele construímos também. O amor não é troca, é muito mais doação, o amor não espera retorno, espera apenas e tão somente os semelhantes, para o distribuirmos. O amor não busca compromisso, compromete-se.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

AMOR

O amor não "parte" corações, a paixão, ou talvez a paixão não correspondida ou frustrada por um término indesejado possa sim "quebrar" um coração, ou levar a doenças, frustração, depressão, ou agressividade. O amor, da mesma forma não “cega”, não dói, não frustra, não enlouquece, não mata, não ofende, não é passional, não deprime, e não irrita, pois o amor nada cobra, nada oprime, nada destrói, o amor é mais uma espécie de doação, de compromisso, de quase comunhão, de empatia, e de transferência, tem sempre algum viés de altruísmo e de engrandecimento do próximo, seja lá quem for este próximo, e do amadurecimento humano e social do relacionamento. O amor, além de tudo, necessita e se completa mutuamente com um que de racionalidade. Racionalidade esta que o diferencia diretamente da paixão. Ambos são hormonais, são estados mentais de um status momentâneo do nosso circuito cerebral, nenhuma delas é divino ou místico, mas o amor tem um componente de construção e reconstrução intencional. Sim ambas são materiais, no sentido de serem “representações mentais” emergentes da materialidade de um complexíssimo circuito neuro-hormonal. São coisas muito bem distintas, a paixão pode surgir a primeira vista, o amor requer construção, mesmo o amor pelos nossos filhos, codificado geneticamente em nossas entranhas nucleares,  se constrói e se nutre em pleno processo da gravides, tanto para a mãe quanto para um pai participativo.