Educar e amar são necessários para o preparo de nossas crianças e juventude. Mas até mesmo para educar e amar plenamente é necessário uma estrutura social, política e econômica que propicie dignidade humana a todos, e não apenas a um subconjunto de toda a população. Ninguém nasce odiando ninguém (a menos de possíveis casos de desvio mental), ou com preconceitos, ouso dizer que o ódio e o preconceito decorrem de um aprendizado cultural, nós acabamos ensinando as crianças os preconceitos e o sentimento de ódio, desrespeito e rancor. Se ao longo do tempo, fomos capazes de ensinar ódio, rancor e preconceitos, tenho a certeza que com coragem e vontade podemos ensinar o respeito e a compreensão, o compromisso e o comprometimento, o altruísmo e a doação. Ninguém nasce odiando outros povos, outros grupos, outra “raça”, outra etnia, ou outras opções de viver, de crenças e de não crenças, aos poucos isto é ensinado as crianças, por catequese cultural, mesmo que não intencionalmente em alguns casos, pelos pais, pelas escolas, e pela sociedade, pois que rancor às diferenças não nasce formado. É bem verdade que geneticamente temos uma tendência a preferir os nossos, pois ao longo dos milhões de anos de evolução, tivemos que defender, e dependemos dos nossos para sobreviver, e se hoje aqui estamos é porque os nossos ancestrais tiveram que defender seus grupos, mas se esta preferência fosse motivo e justificativa principal para odiar os outros, retirando-se nossa família e os amigos mais íntimos, teríamos que odiar a todos os outros, e todos sabemos que não é isto o que acontece. A cultura, a educação, a sociedade, e o sistema, foram catequisando que aqueles que compõem o grupo dos nossos é uma coleção mais ampla de seres, o grupo que interessava, o grupo dos mesmos interesses, como: a mesma religião, a mesma nacionalidade, a mesma cor, a mesma classe ou situação social, e etc. etc. etc... Então pode estar ai a nossa solução, educar, não mais catequisar, que os nossos inclui, para todo o sempre, todo mundo, todos os humanos, todos os da mesma espécie, independente de crenças, credo, cor, raça, gênero, cultura, posição social, time de futebol, opções sexuais, nacionalidade, e etc., ainda mais, que os nossos deve incluir por adesão natural os seres vivos em geral e a própria natureza como um todo, pois que todos somos irmãos em espécie com todos os humanos, primos em espécie com todos os seres vivos, pois que em algum nível temos ancestralidade comum, e todos somos dependentes da natureza.
Somente a leitura nada transforma. Obre, ouse, exponha-se, comprometa-se e caminhe com empatia. . . . . . . . . . . . Transformando o Ser ==> www.transformandooser.blogspot.com
terça-feira, 2 de setembro de 2014
sábado, 30 de agosto de 2014
O AMOR
O amor não bate na porta para entrar, o amor, quando existe, quando construído, clama em nosso ser para sair, para ganhar a realidade do mundo, para estruturar forma, meio e veículo na construção contínua que dele fazemos. O amor não é ensinado nem aprendido, o amor é construído, e nasce dos muitos que somos para os muitos do mundo para quem o devemos dirigir, sem preconceitos, ou falsos valores, o bom seria sem valor algum, ou apenas com o valor do próprio e único do próprio amor, entretanto entendo ser impossível viver sem valores. O amor é por si só o valor dele mesmo e de tudo o que com e por ele construímos também. O amor não é troca, é muito mais doação, o amor não espera retorno, espera apenas e tão somente os semelhantes, para o distribuirmos. O amor não busca compromisso, compromete-se.
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
AMOR
O amor não "parte" corações, a paixão, ou talvez a paixão não correspondida ou frustrada por um término indesejado possa sim "quebrar" um coração, ou levar a doenças, frustração, depressão, ou agressividade. O amor, da mesma forma não “cega”, não dói, não frustra, não enlouquece, não mata, não ofende, não é passional, não deprime, e não irrita, pois o amor nada cobra, nada oprime, nada destrói, o amor é mais uma espécie de doação, de compromisso, de quase comunhão, de empatia, e de transferência, tem sempre algum viés de altruísmo e de engrandecimento do próximo, seja lá quem for este próximo, e do amadurecimento humano e social do relacionamento. O amor, além de tudo, necessita e se completa mutuamente com um que de racionalidade. Racionalidade esta que o diferencia diretamente da paixão. Ambos são hormonais, são estados mentais de um status momentâneo do nosso circuito cerebral, nenhuma delas é divino ou místico, mas o amor tem um componente de construção e reconstrução intencional. Sim ambas são materiais, no sentido de serem “representações mentais” emergentes da materialidade de um complexíssimo circuito neuro-hormonal. São coisas muito bem distintas, a paixão pode surgir a primeira vista, o amor requer construção, mesmo o amor pelos nossos filhos, codificado geneticamente em nossas entranhas nucleares, se constrói e se nutre em pleno processo da gravides, tanto para a mãe quanto para um pai participativo.
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Um poeta nunca é cego
Um poeta nunca é cego, pois mesmo que se os olhos reais lhe faltassem, continuaria vendo, e o essencial percebendo, com os olhos do espírito mental, aqueles olhos capazes de ver a bela imagem do nada frente ao tudo que este nada pode ser, e que conseguem extrair beleza e poesia do real sentido de materializar o que ainda não é, como se sendo fosse.
domingo, 17 de agosto de 2014
Em pleno desencontro, me procuro
Perdido em pleno tumulto de seres, sou um, cada hora um, no caos dos que me compõem. Em pleno desencontro de almas, me procuro em uma louca jornada pelo improvável, pois quando creio me encontrar comigo mesmo, já sou outro, já não sei de novo quem sou.
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Ilusão
Ilusão é viver crendo-se totalmente dono de si mesmo.
Ilusão é viver crendo-se totalmente consciente do que é, do que quer, do que faz e do que pode ser.
Ilusão é crer-se no controle do seu livre arbítrio.
Ilusão é crer-se sábio.
Ilusão é crer-se melhor que os outros.
Ilusão é crer-se signatário de algum contrato social digno, ético e verdadeiramente social.
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
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