Indiferentes ao que podemos ser, somos o que a genética, a sociedade, e a inércia do próprio viver nos faz ser. Esquecemos apenas que pela termodinâmica, o caos e a perda consistente da organização é o nosso destino, é o fim natural. Sem aplicarmos energia intencional, o caminho natural de tudo é um natural aumento da desordem, é a desagregação contínua de toda e qualquer informação. Apesar disto tudo, alguns de nós, chego a crer em muitos de nós, nos achamos física e intelectualmente preparados para deixar a vida nos levar, como ela quiser, e para onde ela quiser. É certo que a vida, a realidade do dia a dia, é mais forte que qualquer preparo nosso, porque caótica e insensível, a realidade acontece, mas daí a deixar totalmente solto o nosso viver, vai muita diferença. A realidade é por si só caótica, não quero dizer absolutamente aleatória, quero dizer determinista porém sem capacidade de com o nosso estado atual de conhecimentos, tecnologia e capacidade sensorial de obter todas as causas em tempo real, a nossa capacidade de previsão se perde, algumas delas em poucos ciclos, sendo que para outras conseguimos uma previsão longa, porem quando estendemos em muito este prazo, esta previsão também tende a se perder. Mesmo sob previsão temporal curta, eventos externos, não “escopados” na análise inicial, a maioria absoluta deles que desconhecemos, podem a qualquer momento afetar nossa previsão.
Somente a leitura nada transforma. Obre, ouse, exponha-se, comprometa-se e caminhe com empatia. . . . . . . . . . . . Transformando o Ser ==> www.transformandooser.blogspot.com
segunda-feira, 19 de maio de 2014
quinta-feira, 15 de maio de 2014
A pior verdade é aquela que nos mostra como somos, nus e crus
A pior verdade é aquela que nos mostra como somos, nus e crus. Esta verdade muitas vezes machuca e incomoda demais pois que derruba nossas máscaras, tornando público o que somos, destruindo a falaciosa imagem que construímos do que gostaríamos de ser, do como gostaríamos que os outros nos vissem, e do como acreditamos que o mundo nos preferisse ver. Quantas amizades construímos por interesses, quanta caridade fizemos apenas por vaidade com aquilo que nos sobra ou que não mais nos interessa, quantas vezes passamos ao largo de qualquer empatia ou sensibilidade pela dor do semelhante, quantas vezes fomos desumanos ou prepotentes nos achando maiores e melhores que muitos outros, quantas vezes fomos omissos simplesmente porque não nos incomodava diretamente o sofrimento que víamos ou que tínhamos conhecimento.
A pior verdade é aquela que nos mostra como somos, nus e crus.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
A vida é o bem maior
“A vida é o bem maior”.
Assertiva muito fácil de falar, principalmente quando egoisticamente apenas nos referenciamos, consciente ou inconscientemente, a nossa própria vida, ou a daqueles que cremos amar, como filhos, pais, família e amigos próximos. A vida é o bem maior, muitas vezes reduz-se egoisticamente a nossa vida é o nosso bem maior.
terça-feira, 13 de maio de 2014
Ódio e dor
Acredito que não haja novidade no que vou comentar. Vendo um filme com meu filho apareceu a seguinte assertiva: “Enquanto houver ódio, haverá dor”. Sim, o ódio é contra a vida e a dor é parceira do ódio, dor de quem odeia, e dor que o ódio obriga a fazer com os irmãos. Eu acrescentaria, talvez sem nenhuma novidade, que: “Enquanto houver dor, sofrimento, abandono, segregação, exclusão, exploração, opressão e miséria, aí haverá, mais cedo ou mais tarde, ódio”.
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Como pai
Como filho, creio que aprendi algo sobre ser pai, como pai, espero conseguir ser pelo menos um pouco mais que simples exemplo para meus filhos...
Como filho, creio que aprendi algo sobre respeitar os humanos, a vida e a natureza, como pai, espero conseguir ser pelo menos um pouco mais que simples exemplo de algum respeito para com todos e para com a natureza...
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Um povo
Um povo submisso é um povo fraco, caricato e covarde, não somente porque se submete aos desmandos e ao abuso dos que lhes tornam indignos de viver, como também porque se eximem da responsabilidade de serem críticos e corresponsáveis por quaisquer possíveis transformações sociais, mas principalmente porque submetem, por antecipação, seus próprios filhos a desumanidade de serem subservientes e mão de obra barata, por puro medo, inação ou interesses.
terça-feira, 6 de maio de 2014
Vivo aprendendo, e aprendo vivendo.
Modifico o mundo com minha existência, e sou por ele eternamente modificado. A transformação reciproca é um fato que decorre naturalmente pelo simples experimentar do viver este mundo. Nossa relação é completa, é “full duplex”, é integrada, sou com ele, e ele é comigo, transformo-o enquanto ele me transforma. A diferença é que não existe intencionalidade na atuação do mundo em mim, pelo menos não existe intencionalidade do mundo nesta ação, é o próprio caos da realidade existencial do mundo que me afeta e me transforma. Pode ser que uma ou outra pessoa ajam intencionalmente para influir em minha transformação, mas o universo, a natureza em si, age totalmente independente de intenções, de destinos ou de projetos. Podemos construir o mundo com intencionalidade, mas o mundo nos constrói e nos modifica sem intencionalidade. Enquanto realizo minha vida, imprimo no mundo mudanças, mínimas que sejam, deixo rejeitos, deixo objetos, destruo ecossistemas, construo cidades, deixo exemplos (bons e maus), e etc. Por onde caminho, deixo marcas no mundo, nem que sejam somente pegadas, mas quando termino o que realizava, o mundo já me mudou, sou diferente de quando comecei, mas a ação do mundo sobre mim não possui intencionalidade alguma, é mera reação natural do real sobre mim e sobre meu subjetivo.
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