Modifico o mundo com minha existência, e sou por ele eternamente modificado. A transformação reciproca é um fato que decorre naturalmente pelo simples experimentar do viver este mundo. Nossa relação é completa, é “full duplex”, é integrada, sou com ele, e ele é comigo, transformo-o enquanto ele me transforma. A diferença é que não existe intencionalidade na atuação do mundo em mim, pelo menos não existe intencionalidade do mundo nesta ação, é o próprio caos da realidade existencial do mundo que me afeta e me transforma. Pode ser que uma ou outra pessoa ajam intencionalmente para influir em minha transformação, mas o universo, a natureza em si, age totalmente independente de intenções, de destinos ou de projetos. Podemos construir o mundo com intencionalidade, mas o mundo nos constrói e nos modifica sem intencionalidade. Enquanto realizo minha vida, imprimo no mundo mudanças, mínimas que sejam, deixo rejeitos, deixo objetos, destruo ecossistemas, construo cidades, deixo exemplos (bons e maus), e etc. Por onde caminho, deixo marcas no mundo, nem que sejam somente pegadas, mas quando termino o que realizava, o mundo já me mudou, sou diferente de quando comecei, mas a ação do mundo sobre mim não possui intencionalidade alguma, é mera reação natural do real sobre mim e sobre meu subjetivo.
Somente a leitura nada transforma. Obre, ouse, exponha-se, comprometa-se e caminhe com empatia. . . . . . . . . . . . Transformando o Ser ==> www.transformandooser.blogspot.com
terça-feira, 6 de maio de 2014
Ser livre
Ser livre é não ser preso a nada, entretanto, sendo servo racional da humanidade. É ser responsável pelos seus atos e pelos exemplos que deixa, é ser corresponsável pela sociedade que ajuda a manter e pela dignificação do humano, do social, do vivente e de toda imanente natureza. É ser compromissado como bem estar de todos. É ser comprometido pela defesa da vida e da natureza como um todo. É ser empenhado na busca da inclusão social de todos. É ser respeitador dos direitos e liberdades dos outros. Ser livre é enfim, ser livre para defender a liberdade humana, social e racional dos outros.
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Sou livre enquanto
Sou livre enquanto decido ser responsável pelo que sou e pelo que os outros têm direito de ser. Este é um exercício de humanidade social, pois que me integra como parte compromissada pela dignidade humana, pelo respeito a vida e pela defesa da natureza.
Se o que atrasa não adianta
Se o que atrasa não adianta, não adianta tentar atrasar o futuro que sempre, pontualmente, chega na hora. Mal se faz presente e já se adianta como passado que já é. O presente desta forma poderia ser a eternidade do futuro que se adianta para ser passado, sendo indelevelmente o presente que sempre ousa se descortinar para o que ainda não é, mas quando o sentimos como presente, ele já o foi, não mais sendo.
quarta-feira, 30 de abril de 2014
Humanidade - este sentimento ainda nos falta
Composto em Março de 2010
Viver nossa vida como verdadeiros seres Humanos é muito mais difícil do que possa parecer. O mundo como um todo parece comungar para nos levar a sermos unicamente apenas mais um neste mundo. Induz-nos a crer que basta viver apenas nossos instintos básicos, que também são humanos, pois que nos compõem enquanto ser, mas que tendem a nos levar de roldão por belas estradas que na verdade nos levam a muitos lugares, mas não aqueles lugares em que podemos realizar o mais plenamente possível nossa humanidade. Não, não que devamos ter vergonha de nossos instintos mais naturais e básicos, posto que somos assim, unos com eles. Eles estão em nós, e nós estamos "programados" pela evolução com eles. É natural, é a nossa natureza, mas a natureza, como à outros animais, também moldou, selecionou, e possibilitou, sem projeto algum, que a sensibilidade, a empatia, o altruísmo, e um sentido natural de justiça estivessem programados em nosso circuito neural. Tudo isto compõe nossa natureza de ser, compõe nossa humanidade, mas às vezes parece que não percebemos isto e mergulhamos apenas em prazeres, vaidades, competição, orgulho, prepotência, descaso social, e descaso com o sentido de justo.
segunda-feira, 28 de abril de 2014
NÓS
Gostaria de sinceramente ter a certeza de poder dizer que sou um ser humano com sua humanidade em construção, buscando incluir no “NÓS”, não só o "eu", o "tu" e o "ele", mas todos os “eles”, daqui ou de longe, pensem igual ou diferente de mim, e em especial aqueles "eles" que sofrem da miséria, do abandono, da exclusão, da opressão, e da exploração social e humana. Infelizmente entre o que eu gostaria de ser e o que eu realmente sou existe uma diferença, e sinceramente não sei se possa aquilo afirmar. Não sei se tento realmente, se tento o suficiente, se me comprometo realmente com este pensar, ou se tento muito aquém do que merece este pensar. Caminhar, eu entendo que caminho, entretanto talvez não com o ímpeto, a força, a coragem, a ousadia, a sensibilidade, e a velocidade com que deveria fazê-lo, pela transformação social de meu ser e da realidade humana e social em que vivo.
O "nós" local é fácil, desafiante é o "nós" universal.
domingo, 27 de abril de 2014
Tento ser, mas não tento o suficiente
Tento ser humano, mas não o suficiente.
Tento ser digno, mas não o suficiente.
Tento ser ousado, mas não o suficiente.
Tento ser um revoltado pelo que aqui está, mas não o suficiente.
Tento ser um transformador, mas não o suficiente.
Tento ser social, mas não o suficiente.
Tento ser empático, mas não o suficiente.
Tento ser um ser que dignifique o ser que é, mas não o sufuciente.
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