Com medo do mundo, tenho medo de mim mesmo. Com medo do mundo tenho medo de toda e qualquer transformação. De pé, como que esperando uma revanche, que nunca chega, e que não é por aí, que nunca vai chegar, pois que a transformação se faz por atitudes e não por espera, se faz por amor a uma causa e não necessariamente por ódio a coisa alguma. Com medo do mundo esperava a transformação que não tinha coragem de ousar, e reclamava a falta de revolta nos outros que tinha medo de sentir, fazer ou demonstrar.
Somente a leitura nada transforma. Obre, ouse, exponha-se, comprometa-se e caminhe com empatia. . . . . . . . . . . . Transformando o Ser ==> www.transformandooser.blogspot.com
sexta-feira, 28 de março de 2014
quarta-feira, 26 de março de 2014
Escrevo por desassossego
"[Não escrevo] por amor, mas por desassossego. Escrevo porque não gosto do mundo em que vivo."
Saramago ao ”El Día”, Tenerife, 15 de janeiro de 2003.
Praticamente não conheço Saramago, a menos de seus livros e do prêmio Nobel que ganhou, mas aqui e acolá vou esbarrando com alguns pensamentos dele, e sem venerar a pessoa dele, e de ninguém, posto que humano deve ser cheio de falhas, ele vai lentamente se tornando, para mim, mais um daqueles que entram para o rol dos paradigmas humanos que entendo valer a pena conhecer.
terça-feira, 25 de março de 2014
Sonhar pode ser humano
Sonhar é humano e natural (talvez não só humano), é muitas vezes até mesmo uma força motivacional, mas o que é humano não é transformar sonhos em realidades, pois que alguns sonhos poderão nunca ser reais, o humano é transformar o real, a natural e imanente realidade, em algo cada vez mais justo, social e humano, em total comunhão com toda a natureza.
segunda-feira, 24 de março de 2014
Ouvir
Não é porque eu tenha grande certeza de algo, ou porque esteja cercado de pessoas que possuam as mesmas certezas, e que gozem das minhas mesmas crenças, que eu não deva abrir a porta aos que de mim discordam, e que deva me silenciar prestando atenção as argumentações daqueles que diferente de mim pensem, pois que de início raramente as certezas podem ser absolutas, se em algum caso possam ser, e o consenso puro pode levar a falhas absurdas de raciocínio, pois que não é o que pensamos que nos faz livres pensadores, mas o como pensamos, e em continuação, devo ouvir atentamente, nem que seja para provocar o que acredito ou, no mínimo, que seja para me lembrar do porque eu penso da forma que penso e assim me recordar do porque, e do como, justifico minha posição inicial, e se for o caso, ceder a argumentação quando esta for lógica, racional e criticamente bem estruturada, corroborada por evidências ou modelos que pareçam mais verdadeiros.
domingo, 23 de março de 2014
sexta-feira, 21 de março de 2014
A transformação social
A transformação social passa por uma verdadeira reconstrução humana, pela revolução do eu, e pela insurreição do ser contra o egoísmo e contra a individualidade como razão de ser do que aqui está, passa também pela miscigenação destes seres, reconfigurando o eu sou pelo nós somos (um nós não porque apenas nos coloca escopo do grupo local, mas muito mais um nós universal que inclua além do eu, do tu e do ele, que englobe todos os eles, quaisquer que sejam eles, independente do que pensem ou do quão diferentes possam parecer do nós local), sem aniquilar o indivíduo, mas fortalecendo o coletivo e o universal, minimizando, porém sem destruir jamais, os valores do pessoal, permitindo assim que a autoestima ganhe ares sociais, que o amor próprio ganhe ares de coletivo, em geral pelo reconhecimento de que nosso auto reconhecimento como humanos sempre passará pela descoberta e pela realização de que somos intrinsecamente seres coletivos, em nossa plena individualidade.
Insensibilidade
A insensibilidade humana é causa ou consequência do que aqui está? A sociedade é o que é porque somos humanamente insensíveis, ou será que somos insensíveis por que a sociedade é o que é? Não sei. Talvez ambos. Causa e consequência neste caso talvez andem alinhadas e de mãos dadas, uma reforçando a outra. Somos insensíveis (ou muitos de nós somos insensíveis) e ao longo do tempo reforçamos a sociedade no que ela é, e ao mesmo tempo, porque a sociedade é o que é, ela reforça em nós cada vez mais nossa insensibilidade humana e social.
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